Política

Flávio prevê risco de “falência” sem ajuste fiscal e culpa “gastança” do governo Lula

Reprodução / TV Globo
Durante sabatina na TV Globo, Flávio Bolsonaro responsabiliza Lula pelo aumento da carga tributária e juros altos no Brasil  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV Globo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2026, às 22h33



O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a realização de um forte ajuste fiscal no país e responsabilizou o governo Lula (PT) pelo atual patamar dos juros e pelo aumento da carga tributária. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (28), durante sabatina na TV Globo, ao ser questionado sobre as medidas que adotaria para equilibrar as contas públicas caso seja eleito.

“Se o Brasil não tiver um ajuste fiscal forte está fadado a ir à falência de todo mundo. Está uma quebradeira generalizada [...] mas a culpa não é sua, a culpa é desse atual governo”, afirmou Flávio. O candidato associou a situação das contas públicas ao aumento dos gastos e dos tributos durante a atual gestão federal.

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Segundo o senador, a política fiscal do governo também contribuiu para manter os juros elevados. “Quando há um governo que gasta demais, aumenta os impostos de forma alucinada, mais de 30 impostos criados ou aumentados só neste atual governo para arrecadar e continuar gastando mais ainda, a taxa de juros oficial, que é a Selic, vai lá para a Lua: 14%. É o maior juro real do mundo”, declarou.

Flávio comparou o atual cenário com projeções feitas pelo mercado financeiro antes das eleições de 2022 e sustentou que os juros estariam em um patamar inferior caso Jair Bolsonaro tivesse permanecido na Presidência. “A previsão do mercado em outubro de 2022 era de que neste momento, se fosse o governo do presidente Bolsonaro, [a taxa de juros] estaria em torno de 7%, metade”, disse.

O candidato também utilizou o custo da dívida pública para reforçar a defesa do ajuste fiscal. “Se estamos falando no pagamento de juros na ordem de um trilhão de reais ao ano, e a taxa de juros era para estar a metade, nós estamos falando de 500 bilhões de reais, meio trilhão de reais que você, pagador de impostos, está sustentando a gastança desse governo”, afirmou.

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