Política
Publicado em 28/10/2026, às 18h13 - Atualizado às 18h19 Reprodução / Redes Sociais Cauan Borges
O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou o conteúdo da carta golpista divulgada nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil e fugir para os Estados Unidos. Na primeira versão do documento, o parlamentar se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na versão revisada, retirou a expressão e passou a se definir como “líder do Brasil”.
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Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25). Apesar do resultado oficial, o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a questionar a votação, alegou fraude eleitoral sem apresentar provas no documento e acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover perseguição política contra ele e seus aliados.
A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes", afirmou Flávio.
Na carta, o parlamentar também anunciou que pretende comandar a oposição brasileira a partir do exterior. O texto inclui críticas ao Judiciário e agradecimentos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo acolhimento oferecido à sua família em território americano.
Flávio desembarcou em Miami nesta quarta-feira, depois de deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega dos passaportes do senador no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro. Flávio nega irregularidades.
Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher [...] Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar", disparou o senador.
Confira as alterações nas cartas:
Ao justificar sua saída do Brasil ao lado da esposa e das duas filhas, Flávio afirmou que não pretende abandonar seus apoiadores e anunciou que continuará atuando politicamente a partir do território americano. O senador também citou o seu pai, ao alegar que ambos são alvos de perseguição política.
Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o líder e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, declarou.
O parlamentar também dirigiu um apelo a senadores, deputados e governadores aliados, com menção especial a Rogério Marinho (PL-RN), a quem apontou como seu candidato à Presidência do Senado. Segundo Flávio, ele pretende assumir no exterior o papel de porta-voz da oposição: “Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.