Política
Publicado em 16/03/2025, às 16h28 Agência Brasil Rebeca Santos
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu no X (antigo Twitter) às declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, feitas durante um ato no Rio de Janeiro neste domingo (16).
Tarcísio defendeu o retorno de Jair Bolsonaro (PL) ao poder e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro, inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), insiste em ser candidato à Presidência em 2026. Enquanto parte da direita vê Tarcísio como seu sucessor natural, o governador tem afirmado a aliados que não pretende confrontar o ex-presidente e não deseja abandonar a gestão de São Paulo prematuramente para aguardar uma definição sobre a candidatura de Bolsonaro.
“A gente precisa passar isso [os atos golpistas] a limpo para que a gente tenha pacificação. Para que a gente possa se dedicar aos temas nacionais. (…) Se está tudo caro, volta Bolsonaro. Nós vamos liberar essas pessoas, nós vamos libertar o país da esquerda que tanto maltrata o país“, afirmou Tarcísio de Freitas.
Em sua resposta nas redes sociais, Gleisi Hoffmann destacou que Lula transformou o Brasil para melhor e criticou Bolsonaro.
“O presidente Lula disputou seis eleições ao Planalto. Quando não venceu, respeitou o resultado, não tramou golpes nem atacou as instituições. Quando foi eleito, mudou o Brasil pra melhor (e segue mudando). Não é Lula que tem medo de perder, governador Tarcísio. É Bolsonaro que tem medo da prisão”, escreveu.
O presidente Lula disputou seis eleições ao Planalto. Quando não venceu, respeitou o resultado, não tramou golpes nem atacou as instituições. Quando foi eleito, mudou o Brasil pra melhor (e segue mudando). Não é @LulaOficial que tem medo de perder, governador Tarcísio. É…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) March 16, 2025
Sobre os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, Gleisi defendeu que os responsáveis sejam julgados e punidos dentro da lei, assegurando que nunca mais tentem impor uma “ditadura” no país.
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