Política

Governador detona governo federal por intervenção em porto: "Sacanagem"

A gestão do porto estava sob responsabilidade do município, mas passará a ser controlada pela Autoridade Portuária de Santos  |  Reprodução

Publicado em 19/12/2024, às 10h37   Reprodução   Rebeca Silva

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, revelou na quarta-feira (18) que vai acionar a Justiça contra a decisão do governo Lula de federalizar o Porto de Itajaí (SC).

A gestão do terminal estava sob responsabilidade do município, mas passará a ser controlada pela Autoridade Portuária de Santos, em São Paulo, e terá como administrador o advogado João Paulo Tavares Bastos.

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“Estou indignado com a atitude do governo federal de passar a autoridade portuária (de Itajaí) para São Paulo. Isso é uma vergonha. Eu preciso reagir como governador de Santa Catarina. O povo de Itajaí não aceita isso. O ministro Silvinho assinou e passou a autoridade portuária para um advogado da cidade, mas subordinado à Companhia Docas de São Paulo. Eu não tenho dúvida que Santa Catarina não merece isso”, disse o governador.

Jorginho culpou o PT catarinense pela manobra a responsabilizou o presidente do Sebrae, Décio Lima, pela manobra.

“O PT de Santa Catarina não poderia fazer essa sacanagem com Santa Catarina. Por isso, eu quero apelar ao deputado Décio Lima, que foi quem coordenou isso tudo, não faça isso com Itajaí. Sempre foi municipal a autoridade portuária. Agora, porque o PL ganhou as eleições, tem que levar para São Paulo. Não faz isso. Respeita o povo de Itajaí. Nós vamos entrar na Justiça”, disse Jorginho.

O Ministério dos Portos e Aeroportos, comandado por Silvio Costa Filho, informou que a decisão de assumir a gestão do porto foi tomada a partir de um debate dentro do governo.

“A escolha seguiu a recomendação de que a administração do Porto de Itajaí fosse atribuída a uma empresa com forte capacidade de gestão e estabilidade financeira, a fim de garantir a continuidade das operações, a preservação dos postos de trabalho e a movimentação eficiente de cargas”, disse nota da pasta.

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