Política
A paróquia São Miguel Arcanjo, do Padre Júlio Lancellotti, fez repasses de pelo menos R$ 500 mil para o instituto Mercedário, sediada na zona leste da capital paulista num prédio de dois andares cedido pela Arquidiocese de São Paulo.
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A ONG criada em 2025 é presidida pelo assessor direto do religioso, Marcelo Augusto de Sousa e Silva, que é réu na Justiça do Pará desde 2012 por estelionato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.
Na época, Marcelo chegou a ser preso por tentar usar cartões e contas falsas. Ele confessou o crime, mas fugiu após ser solto por pagar fiança. Ele está foragido há 12 anos, já foi citado por edital e teve mandado de prisão decretado em 2015, que já venceu. Atualmente, o processo está atualmente suspenso por falta de citação presencial.
Marcelo nega ter conhecimento da ação penal. Após ser confrontado com documentos obtidos pela Folha de S. Paulo e com o fato de ter usado o mesmo CPF do processo no registro da ONG, ele interrompeu o contato.
Lancellotti afirmou que não conhece o passado criminal do assessor. Ele disse que confia nele e ressaltou que ele atua de maneira adequada na paróquia. Segundo ele, a última auditoria da igreja não apontou irregularidades nas contas.
A Arquidiocese de São Paulo esclareceu que Marcelo não tem vínculo com a instituição e que está lá pela relação pessoal com o padre. Três meses depois do repasse, a instituição determinou auditoria nas contas da comunidade. A Arquidiocese afirmou que não concordará com a permanência do assessor no cargo caso as acusações sejam confirmadas.
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