Política

Governador quer doar terreno do estado a entidade privada e causa revolta entre integrantes do Ministério Público

A decisão de doar o terreno foi tomada apenas um mês após Pivetta assumir o governo,  |  Divulgação/MPMT

Publicado em 22/06/2026, às 08h41   Divulgação/MPMT   Rebeca Santos

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), decidiu doar um terreno avaliado em R$ 8,5 milhões para uma instituição privada e causou revolta entre integrantes do Ministério Público.

O terreno, de cerca de 12 mil metros quadrados, pertence ao governo do estado e será doado para a Associação Matogrossense do Ministério Público (AMMP), entidade de classe que representa promotores e procuradores. A doação será feita para a Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (Fesmp), mantida pela AMMP.

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Em resposta, um grupo de promotores e procuradores, liderado pelo ex-procurador-geral de Justiça José Antônio Borges Pereira, protocolou uma representação pedindo investigação contra o governador por suspeita de improbidade administrativa.

A representação foi enviada à 11ª Promotoria, especializada na defesa do patrimônio público, mas acabou encaminhada ao procurador-geral do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Rodrigo Fonseca.

Segundo o Metrópoles, a decisão de doar o terreno foi tomada apenas um mês após Pivetta assumir o governo, após a renúncia de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de outubro.

Representação enviada ao MP-MT

“(…) justifica-se a deflagração de procedimento investigatório por órgão de execução ministerial (…) para apurar se as tratativas encetadas para a doação com encargo, mediante dispensa de licitação de terreno (…) à Fundação Escola Superior do Ministério Público (…) caracterizam os atos de improbidade administrativa definidos (…) bem como resulta em dano ao erário.”

O terreno fica na Avenida Desembargador Milton Ferreira Mendes, no Setor “C”, no Centro Administrativo de Cuiabá.

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