Política
Publicado em 10/08/2026, às 08h35 Pedro França/Agência Senado Redação Bnews
Um grupo neonazista planejava, através de aplicativos de mensagens, realizar uma série de atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília durante o segundo turno das eleições. Um desses ataques, segundo as investigações obtidas pelo Fantástico da TV Globo, contra um prédio onde ocorreria um debate.
Os envolvidos trocavam conversas através do Telegram onde discutiam a fabricação de explosivos e a realização de ataques violentos. Um dos grupos utilizava a imagem de Adolf Hitler no perfil.
As investigações revelam que o grupo compartilhava instruções para a fabricação de explosivos e coquetéis Molotov. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi calculada a quantidade de materiais e custos necessários para os ataques. Havia, além do impacto eleitoral, invadir e explodir prédios públicos e um dos alvos era o Palácio do Planalto.
Os investigadores encontraram mapas de prédios dos ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, as conversas não podem ser tratadas como brincadeiras ou manifestações inofensivas.
“Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, disse o ministro.
A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, na terça-feira (4), em oito cidades de cinco estados. Computadores e celulares foram apreendidos e serão analisados pelos investigadores.
Os suspeitos podem responder por crimes como associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.
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