Política

Guedes diz que seguirá no governo se Bolsonaro for reeleito

Segundo o ministro, a aliança entre liberais e conservadores seguirá em um eventual segundo mandato de Bolsonaro  |  Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Publicado em 17/08/2022, às 19h52   Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil   Lucas Bombana// Folhapress

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que seguirá no governo caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) consiga a reeleição. "Eu sou incansável quando acredito no que precisa ser feito", afirmou Guedes, durante participação em evento da gestora Tag Investimentos nesta quarta-feira (17), em São Paulo.

Segundo o ministro, a aliança entre liberais e conservadores seguirá em um eventual segundo mandato de Bolsonaro. "Vamos seguindo, estamos juntos."

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Guedes disse também que as previsões que apontam para uma desaceleração da atividade local consideram um modelo econômico antigo do país, e não levam em conta as reformas realizadas nos últimos anos, com redução do papel do Estado.

"Trocamos o eixo da economia brasileira", afirmou Guedes. Dados citados por ele na apresentação indicaram que o investimento público caiu durante o governo Bolsonaro de cerca de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) para aproximadamente 0,3%, enquanto o setor privado já se comprometeu a investir cerca de R$ 890 bilhões na economia brasileira nos próximos dez anos.

"A coisa deu certo, o país está andando, estamos no caminho da prosperidade", afirmou o ministro, acrescentando que as previsões que apontam para uma queda da atividade econômica nos próximos meses se devem, em parte, a uma militância que torce contra o governo. "Toda arca de Noé tem um picapau, que vai picando para ver se afunda o barco."

Ainda de acordo com o ministro, o adiamento nos pagamentos dos precatórios pelo governo foi mal interpretado. "Não tem nada de calote", diz. Ele afirmou que a medida foi tomada para colocar embaixo do teto de gastos apenas as despesas que são previsíveis, como a Previdência e os gastos com juros.

Guedes disse ainda que os pacotes aprovados pelo governo nos últimos meses para auxiliar as parcelas da população de menor poder aquisitivo, como a PEC das Bondades, estão "inteiramente pagos", com uma estimativa de encerrar o ano com superávit primário.

"Nunca se gastou tanto dinheiro, nunca se deu tanto dinheiro para Estados e municípios, e no final a dívida PIB subiu 1,7 ponto só", afirmou o ministro.

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