Política
Publicado em 14/04/2026, às 19h07 - Atualizado às 19h16 BNEWS Héber Araújo
O vereador Hamilton Assis (PSOL) criticou, nesta terça-feira (14), em entrevista ao Se Liga Bocão, na Baiana FM (89.3), o programa Pé na Escola. Segundo o edil, o programa já nasce com um vício que institui a privatização da educação pública de Salvador e a compra de vagas em escolas privadas.
O programa foi criado com o objetivo de universalizar a educação em Salvador comprando vagas em escolas particulares para crianças de dois a cinco anos. No entanto, o programa tem sido alvo do Ministério Público Federal (MPF), que instaurou inquéritos para investigar supostas irregularidades.
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“A compra de vagas em escolas privadas é um processo que deveria ser complementar algo assim para suprir uma demanda imediata e como se trata de um programa provisório ele está se transformando em permanente e abocanhando cada vez mais recursos da educação pública”, disse Hamilton.
Conforme o vereador, as escolas conveniadas com o programa estão deixando de ser complementares às escolas públicas, passando a ser concorrentes disputando as vagas da rede pública. Para Assis, esse processo tem obrigado escolas públicas de Salvador a fechar as portas.
“Teve um caso no Nordeste de Amaralina, que chegou para nossa assessoria e que ontem mesmo a SMED mandou dizer que era fake news, que a escola não está fechando. E eu acho que a comunidade agradece porque a notícia que nós tínhamos é que estava fechada, certo? E que eles resolveram abrir de volta depois das nossas denúncias”, completou Hamilton.
Hamilton ainda cobrou que o secretário da Educação de Salvador (Smed), Thiago Dantas, deve explicações sobre as irregularidades do programa.
“A gente descobriu que tem convênio que pode você utilizar até um milhão de reais para atrair alunos, pagos pela prefeitura. Então, isso é um absurdo. Então, a gente a gente acionou o Ministério Público em função dessa anomalia, porque além de desvio de finalidade do programa, é um desvio, pode estar acontecendo desvio de recursos públicos”, denunciou.