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INSS soube das fraudes nas aposentadorias em 2019 e ignorou, diz diretora da CGU

Auditoria da CGU com o INSS só foi iniciada em março de 2024  |  Carlos Moura / Agência Senado

Publicado em 04/09/2025, às 17h17   Carlos Moura / Agência Senado   Redação

Em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga descontos irregulares no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta quinta-feira (4), a diretora de Auditoria de Previdência da Controladoria-Geral da União (CGU), Eliane Viegas Mota, afirmou que o INSS sabia do esquema de fraudes de descontos associativos em aposentadorias em 2019, mas que optou por não fazer nada.

 Eliane Mota diz que tomou conhecimento das fraudes a partir de uma denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná, que alertou sobre o aumento de reclamações de beneficiários.

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O órgão recomendou que o INSS suspendesse acordos de cooperação técnica com as quatro entidades envolvidas, mas, à época, nada foi feito.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), questionou se a CGU só tomou conhecimento das irregularidades em 2019. “Eu não tenho acesso, não tenho conhecimento, a nenhum registro anterior”, respondeu a servidora da Controladoria-Geral da União.

A auditoria da CGU com o INSS só foi iniciada em março de 2024. A diretora se reuniu com o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. Ele teria avaliado a possibilidade de tomar providências sobre as fraudes, mas não suspendeu os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com as entidades envolvidas.

Stefanutto foi afastado do instituto em abril deste ano, após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) contra as fraudes para desvio de aposentadorias por meio de descontos não autorizados pelos beneficiários.

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