Política

Filho 04 de Bolsonaro bate boca com vereador e diz que faltou sessão para cuidar do pai em Brasília: 'Ele está sofrendo'

Jair Renan solicitou a aplicação do inciso II do parágrafo 4º do artigo 37 do regulamento para justificar a falta  |  Reprodução/ Redes Sociais

Publicado em 24/09/2026, às 07h43   Reprodução/ Redes Sociais   Redação Bnews

O filho do ex-presidente Bolsonaro, Jair Renan, que é vereador na cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, discutiu com um colega da Câmara Municipal ao tentar aplicar o inciso II do parágrafo 4º do artigo 37 do regulamento para justificar a sua ausência na sessão por ter ido visitar o pai que cumpre prisão domiciliar em Brasília. 

Ao ver o tema ser colocado em votação, o vereador Marcelo Achutti (MDB) pede a palavra por questão de ordem e faz críticas a Jair Renan.

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“O requerimento não tem discussão, não cabe discussão, mas vou solicitar no regimento interno e vou fazer uma emenda para que ele tenha, para que nós possamos justificar. Porque para mim não tem justificativa. Respeito o senhor vereador, também defendo as bandeiras de direita. Agora, está em campanha eleitoral, recebeu R$ 3 milhões de fundo eleitoral e ainda quer que nós abonemos. Vão criar vergonha na cara os senhores vereadores. Eu sou de direita e quero ver quem é que vai votar. R$ 3 milhões de fundo eleitoral. Estamos juntos, agora, se está em campanha eleitoral, faça igual aos demais. Eu, quando fui candidato, me licenciei e dei vaga ao suplente”, disse Achutti.

Jair Renan acabou tendo o pedido negado, com dez votos contrários. No fim da sessão, ele pede a palavra e diz que a falta se deu por visita ao pai. Ele também faz críticas a Achutti.

“Senhores vereadores, só queria explicar por conta da minha falta na quarta-feira. Quase toda quarta-feira eu devo faltar porque tenho que visitar o meu pai, hoje preso político, perseguido por todas as instâncias, pelo STF, pelo atual governo. Eu não entendo o que tem a ver com o meu fundo eleitoral. Vereador, eu não pego o fundo eleitoral para fazer bagunça. Eu pego para fazer minha campanha e o que sobrar eu devolvo. Não sei se o senhor faz alguma bagunça quando você recebe, né? Mas eu queria que os senhores entendessem que eu falto minhas quartas-feiras para justamente visitar o meu pai, para dar alguma força para ele, porque o que ele tá sofrendo hoje na mão desse ‘desgoverno’, essa suprema perseguição, ninguém merece”, afirmou.

Na tribuna, Achute subiu o tom criticando o repasse de R$ 3 milhões do fundo eleitoral para a campanha de Renan e a suposta contratação de equipes do Rio de Janeiro.

“Não tenho medo de cara feia, não tenho medo de segurança”, disparou Achute.

A reação de Jair Renan ocorreu fora dos microfones, mas paralisou a sessão. Achute interrompeu os trabalhos com um pedido de questão de ordem para denunciar quebra de decoro.

Diante da acusação a presidência da mesa interveio, orientando Achute a formalizar a queixa para que a atitude de Renan seja investigada e julgada pela Comissão de Ética da Câmara. A deixa foi usada por Jair para debochar do opositor. “Me joga na Ética”, disse Renan usando o microfone do plenário.

Jair Renan cumpre seu primeiro mandato político. Sem descontos, o salário de um vereador em Balneário Camboriú é de R$ 18.218,84.

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