Política

Jaques Wagner cobra investigação rigorosa sobre caso Master após revelação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Para o senador, áudios divulgados mostram “diálogos muito particulares” entre Flávio e Daniel Vorcaro  |  Rafael Nunes / JW

Publicado em 13/05/2026, às 18h06 - Atualizado às 18h12   Rafael Nunes / JW   Carolina Papa

O senador Jaques Wagner (PT) cobrou uma investigação mais aprofundada sobre o Banco Master pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após conversas entre o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, e o banqueiro Daniel Master vir à tona.

Durante o tempo na tribuna do Senado nesta quarta-feira (13), Jaques Wagner avaliou que os áudios divulgados mostram “diálogos muito particulares” entre Flávio de Vorcaro. Gravações mostram o filho “01” de Jair Bolsonaro pedindo uma quantia milionária para bancar o filme biográfico sobre o pai. 

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“O senador Flávio Bolsonaro em diálogos muito particulares solicitando R$ 140 milhões para terminar um filme sobre o ex-presidente [Jair Bolsonaro], seu pai. Eu não estou dizendo que tem ‘dolo’ aqui, mas demonstra que ele [Flávio] tinha uma relação com Vorcaro, caso contrário ele não estaria ligando [para o banqueiro]”, disse. 

Jaques Wagner aproveitou o tempo de fala para defender o grupo político de possíveis fraudes relacionadas ao Credcesta e o Banco Master, alvos de investigações por juros altos e práticas abusivas. 

Para o petista, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, tem que “ir fundo” nas apurações sobre irregularidades promovidas por Daniel Vorcaro. 

“Não era Banco Master. Vinte e três estados adotaram o Credicesta. Segundo o Banco Central, o único ativo que prestava era o Credicesta. Não temos nada a ver com a trambicagem posterior. Não tem nada a ver com isso. Daniel Vorcaro já existiam muito antes”, destacou.

“Na CPI do INSS, quem estourou isso tudo foi a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF), sob governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Quem liquidou o Banco Master mantido por quatro anos pelo presidente do Banco Central, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. É assim. Alguém protegeu um trambique de R$ 60 bilhões. Eu não estou acusando o ex-presidente. O Banco Central não conseguiu enxergar, nós conseguimos e liquidamos o banco. Querer imputar para o lado de cá? Estou absolutamente tranquilo. Eu acho que o ministro André Mendonça tem que ir fundo, rasgar tudo o que teve no Banco Master para que a gente saiba quem sustentou. Não fui eu quem sustentou, muito menos o presidente Lula”, complementou.

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