Política

"Voto secreto é um convite à traição", avalia Jaques Wagner sobre derrota de Jorge Messias no Senado

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Senador Jaques Wagner concedeu entrevista nesta segunda-feira (11) para comentar sobre o tema  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / Bnews
Carolina Papa

por Carolina Papa

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Publicado em 11/05/2026, às 18h50



O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), sugeriu ter sido “traído” diante da rejeição da indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal de Federal (STF). O petista classificou o episódio como uma “vingança ou antecipação do processo eleitoral”. 

“Voto secreto é um convite à traição, como sempre se diz na política. Infelizmente nós fomos traídos ou eu fui traído, porque minha conta nunca baixou de 41 votos. Eu disse a muitos dos senadores e senadoras que não era justo deixar uma marca de rejeitado num jovem que é concursado da AGU, que prestou serviço à presidenta Dilma, a mim e ao presidente Lula, e sempre contribuiu muito com o serviço público federal por um projeto em favor do Brasil. Mas resolveram fazer daquele episódio uma vingança ou uma antecipação do processo eleitoral”, disse o senador em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (11). 

Jaques Wagner afirmou que a derrota de Jorge Messias foi uma decepção. O senador avalia ainda que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), tinha uma conta muito precisa sobre o placar final, mesmo o voto sendo secreto.

““Na minha convicção, Messias seria aprovado no mínimo de 41, podendo ter 43, 44, 45 votos e ele virou e me disse: ‘Vocês vão perder por oito’. Então, ele tinha uma contabilidade bastante precisa, porque nós perdemos por sete. Como é que ele tem essa precisão desta contagem no voto secreto? Só perguntando a ele”, acrescentou.

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