Política
Publicado em 07/08/2025, às 15h10 - Atualizado às 16h44 Devid Santana / BNEWS Daniel Serrano e Héber Araújo
Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu, nesta quinta-feira (7), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) após o gestor municipal pedir um empréstimo para pagar outros empréstimos. Segundo o governador da Bahia, os municípios não conseguem se sustentar apenas com os recursos da arrecadação, e por isso precisam pegar emprestado.
"Olha, nenhum município, nenhum estado tem pernas para fazer tudo sem recorrer. Nós, por exemplo, aqui na Bahia temos o Desenbahia, que volta e meia um prefeito perde ali o empréstimo, financiamento para poder fazer uma pavimentação, um calçamento”, disse.
O governador afirmou ainda que é de responsabilidade da Câmara Municipal fiscalizar a necessidade do empréstimo e sua aplicação. “Não sou eu que tenho que avaliar. A Câmara estadual, a Assembleia, avalia junto com o meu secretário as condições adequadas para a tomada de empréstimo”, disse.
Questionado se tomaria a mesma atitude do prefeito para pagar dívidas, vistos os empréstimos já feitos pelo governo do Estado, Rodrigues afirmou que sua gestão “não tem a intenção”, mas não negou que possa tomar essa medida caso haja necessidade.
“Haveria, sim, necessidade de solicitar, quando for preciso, na hora certa, recursos para pagar essa dívida. Na verdade, não é para pagar dívidas, é para melhorar as condições de pagamento. Quando a gente vai tomar esse recurso, a gente vai continuar devendo. Eu só vou limpar as taxas de juros acumuladas para poder garantir que a dívida continue, mas ela continue mais suave para nós em condições melhores ", declarou.
Em sua declaração, o governador ainda exaltou a PEC 66, que cria condições melhores de parcelamento de dívidas dos municípios. Segundo o governador, a PEC deveria ser votada essa semana no Senado, mas, devido ao entrave das manifestações que ocorrem no Congresso Nacional, não há mais previsão para ser votada.
“Então, esse [projeto] vai ajudar a gente, mas não é suficiente. Nós temos uma conta que não é de Rui, não é de Wagner, é uma conta cumulativa, das condições de leis de judicialização de questões, que deixa os Estados brasileiros em condições deficitárias”.
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