Política
por Redação BNews com informações de Daniel Serrano
Publicado em 07/08/2025, às 12h32 - Atualizado às 12h40
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou a prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta quinta-feira (7), em tom firme, o petista defendeu o cumprimento da lei e cobrou posicionamento de aliados políticos do ex-mandatário.
A declaração foi dada durante o evento de sanção da lei do programa Bahia Alfabetizada, no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador. A iniciativa é voltada à alfabetização de crianças até o fim do 2º ano do Ensino Fundamental em todos os 417 municípios baianos.
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Ao ser questionado sobre o tema, Jerônimo evitou comemorações políticas, mas destacou que o caso extrapola o campo da disputa ideológica e se trata de uma questão estritamente jurídica.
“Eu não celebro, não faço festa, mas concordo com o que está sendo feito no sentido de que a Justiça possa punir aqueles que desobedecem à lei. Todos nós estamos sujeitos às regras da lei. Ninguém pode passar por cima da Constituição, não existe cargo maior ou menor que o que a lei estabelece”, afirmou.
O governador destacou que espera que o ex-presidente recorra legalmente, mas reforçou que, enquanto a decisão estiver em vigor, ela deve ser cumprida.
“Se um juiz, um ministro, estabeleceu as regras, temos que recorrer com bons advogados ou cumprir. Enquanto a determinação estiver mantida, temos que respeitar. É assim que funciona a democracia”, disse Jerônimo.
A declaração do governador ocorre em meio à repercussão nacional da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à tentativa de subverter o processo democrático após a derrota nas eleições de 2022.
Silêncio incômodo
Em outro trecho da fala, Jerônimo criticou o que chamou de “silêncio seletivo” de aliados de Bolsonaro e sugeriu que é hora de se posicionarem. “Quem está em cima do muro precisa dizer: vai defender ou não o ex-presidente? Vai manter que ele está certo ou errado? Porque até agora, o time dele defendeu. Mas agora estão em silêncio. Por quê?”, questionou.
Apesar da firmeza, Jerônimo reforçou que não pretende transformar o episódio em palanque político. “É uma questão jurídica. Não é mais política. Já saiu do âmbito da política. E é importante que o Brasil veja isso com seriedade.”
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