Política
Publicado em 16/10/2026, às 17h56 - Atualizado às 18h01 Carlos Moura / Agência Senado - Divulgação / Rebecca Buzato Cauan Borges
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) afirmou que os preços da gasolina e do diesel poderiam disparar caso a Petrobras fosse privatizada em um eventual governo do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
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Em vídeo publicado nesta sexta-feira (16), o político projetou que o litro da gasolina chegaria a R$10, enquanto o diesel ultrapassaria R$15. O historiador também alertou para possíveis impactos sobre profissionais que dependem dos combustíveis para trabalhar, como taxistas, caminhoneiros e motoristas de aplicativo.
Se privatizar a Petrobras, a gasolina vai pra R$10,00 o litro e o diesel vai pra R$15,00. Você que é taxista, você que é caminhoneiro, você que é trabalhador de aplicativo, como é que você vai trabalhar com a gasolina indo para R$ 15,00? Esse é o programa do Flávio Bolsonaro”, declarou Jones Manoel.
Na gravação, Jones também associou uma eventual privatização da estatal ao risco de desabastecimento de combustíveis. Para sustentar o argumento, ele mencionou episódios históricos de escassez registrados no Brasil antes da criação da Petrobras, em 1953, quando o abastecimento dependia majoritariamente de importações.
Porque é importante lembrar. Antes da criação da Petrobras, o Brasil teve episódios de escassez de combustível. Faltava gasolina no país, porque a gasolina dependia da importação. 100%, basicamente, da importação. E teve vários episódios, por exemplo, nos anos 30, de escassez de combustível no país. É isso que eles querem para o Brasil”, declarou.
Em abril de 2022, o senador afirmou ser favorável à medida e disse que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia autorizado estudos sobre a possibilidade. Na ocasião, a venda da estatal foi apresentada como uma alternativa para lidar com os preços dos combustíveis.
Em dezembro de 2025, Flávio voltou a defender a avaliação de privatizações, incluindo os Correios, e mencionou a possibilidade de desinvestimentos em segmentos da Petrobras. Já em junho de 2026, afirmou que determinadas empresas controladas pela estatal poderiam ser privatizadas, com potencial de gerar “algumas centenas de bilhões” no primeiro ano.
Apesar dessas declarações nos últimos anos, integrantes da equipe econômica do senador apresentaram uma posição diferente sobre o futuro das principais estatais brasileiras durante a campanha presidencial.
Em 8 de outubro, o economista Adolfo Sachsida, integrante da equipe de Flávio Bolsonaro, afirmou que a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal não seriam privatizados em um eventual governo do candidato do PL.
Se você está ouvindo esse vídeo e é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada”, declarou Sachsida em uma publicação nas redes sociais.
Flávio disputa a Presidência da República com o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em segundo turno marcado para 25 de outubro.
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