Política

Comunista Jones Manoel detona Flávio Bolsonaro e declara ‘guerra’ à extrema-direita no 2º turno: “Oposição total”

Rebecca Buzato/Divulgação
Com 249 mil votos, Jones Manoel se posiciona a favor da reeleição de Lula, apesar de críticas à gestão petista durante a campanha  |   Bnews - Divulgação Rebecca Buzato/Divulgação
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 06/10/2026, às 13h08



Eleito deputado federal em Pernambuco com 249.077 votos, o comunista Jones Manoel (PSOL) declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). 

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Apesar de ter feito críticas ao governo petista durante a campanha, o parlamentar eleito afirmou que considera os questionamentos apresentados como corretos e que pretende trabalhar pela derrota do candidato do PL.

A gente vai trabalhar pela derrota do Flávio Bolsonaro e pela garantia da reeleição do presidente Lula. Entendemos que é fundamental que a extrema-direita não volte ao governo”, afirmou Jones em entrevista ao Diário de Pernambuco.

Ao comentar as críticas feitas à gestão de Lula, o deputado eleito afirmou que não pretende abandonar as avaliações que apresentou ao longo da campanha. Segundo Jones, os principais questionamentos estão relacionados à política econômica adotada pelo governo, que, na avaliação de Jones, não teria sido suficiente para ampliar a popularidade do presidente.

Todas as críticas que eu fiz ao governo Lula foram críticas corretas, inclusive o resultado das eleições está mostrando isso. O governo fez uma política econômica que não garantiu a alavancagem da sua popularidade”, declarou.

Jones também defendeu uma política fiscal mais expansionista, com aumento da atividade econômica, geração de empregos, crescimento da renda e do consumo das famílias, além da redução da taxa de juros. O parlamentar eleito ainda criticou medidas de privatização e citou a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) como exemplo.

Eu passei, por exemplo, uns dois anos falando da necessidade urgente de garantir uma política fiscal expansionista para aquecer mais a atividade econômica, geração de emprego, renda e consumo das famílias, baixar a taxa de juros e, ao invés de investir em uma política de privatização, como foi feito aqui com a Compesa, com parceria do BNDES, fazer uma política de fortalecimento dos serviços públicos”, afirmou.

Apesar das divergências com o governo, Jones disse que a prioridade neste momento é derrotar Flávio Bolsonaro. Para o deputado eleito, a análise sobre os motivos que levaram a disputa presidencial ao segundo turno deverá ser feita somente após o encerramento da eleição.

Segundo turno, a gente derrota o adversário, que é o Flávio Bolsonaro. Mas, quando acabar a eleição, a gente vai ter que fazer esse balanço de por que essa eleição tem sido tão difícil”, disse.

Na avaliação de Jones, uma eventual análise sobre o desempenho eleitoral de Lula não pode se restringir à influência das redes sociais ou à disseminação de informações falsas. O parlamentar voltou a responsabilizar decisões econômicas do governo pela dificuldade enfrentada pelo presidente na disputa.

Eu acho que não dá só para falar de fake news, de redes sociais. Houve erros de política econômica graves que não podem ser repetidos”, afirmou.

Oposição a Flávio

Lula e Flávio Bolsonaro foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno e disputarão a Presidência da República no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Flávio recebeu 56.104.268 votos, enquanto Lula teve 53.876.617.

Jones manteve a posição e afirmou que pretende participar da campanha pela reeleição do petista. Caso Flávio Bolsonaro seja eleito, entretanto, o deputado eleito antecipou que o PSOL fará oposição ao eventual governo do candidato do PL.

Se eventualmente tiver uma vitória do Flávio Bolsonaro, coisa que a gente vai trabalhar para não acontecer, evidentemente que seremos oposição total e vamos disputar os processos de liderança da oposição, esse campo da esquerda radical que está se formando a partir do PSOL”, declarou.

Segundo Jones, a atuação da legenda teria como objetivo apresentar uma alternativa política para trabalhadores e jovens, além de combater o avanço da extrema-direita no país.

Classificação Indicativa: Livre

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