Política

Justiça indefere pedido de Guilherme Boulos contra Tarcísio de Freitas por fala sobre PCC

Durante a disputa do segundo turno em São Paulo, Tarcísio afirmou que o PCC havia pedido votos para Guilherme Boulos  |  Wilson Dias / Agência Brasil

Publicado em 06/03/2025, às 20h03   Wilson Dias / Agência Brasil   Redação Bnews

A Justiça Eleitoral de São Paulo rejeitou nesta quinta-feira (6) o pedido do deputado Guilherme Boulos (PSOL/SP) que pediu abertura de uma investigação sobre uma fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que configuraria abuso de poder político durante as eleições municipais do ano passado. O gestor disse, em 27 de outubro do ano passado, que membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) tinham indicado voto no candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo.

O juiz Antonio Maria Patiño, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, afirmou que as acusações contra o governador não tiveram comprovação. Além disso, o magistrado decidiu que Tarcísio não usou a estrutura estatal durante o discurso. As informações são de O Antagonista.

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Tarcísio disse, em apoio à candidatura à reeleição de Ricardo Nunes (MDB) que a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo havia interceptado comunicados de integrantes do PCC que orientavam votos a familiares e aliados em cidades paulistas.

Segundo Tarcísio, a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo interceptou comunicados assinados por membros do PCC orientando votos a familiares e aliados em algumas cidades paulistas.

“A gente vem alertando isso há muito tempo. Nós fizemos um trabalho grande de inteligência, temos trocado informações com o Tribunal Regional Eleitoral para que providências sejam tomadas”, disse o governador que, ao ser perguntado por jornalistas quem teria sido apoiado pelo grupo criminoso, respondeu: "Boulos”.

Boulos então reagiu: “É criminosa a atitude do governador Tarcísio de Freitas de criar uma grave fake news em pleno domingo de eleições. Tarcísio é cabo eleitoral de Nunes, faz tal declaração ao lado do prefeito em claro gesto de campanha. Usa a máquina pública de maneira vergonhosa e irresponsável. Isso fere todos os preceitos democráticos”.

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