Política
Publicado em 29/06/2026, às 09h26 - Atualizado às 09h37 Rebeca Santos e Arquivo / BNEWS Daniel Serrano, Anderson Ramo e Rebeca Santos
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) afirmou nesta segunda-feira (29), em Salvador, que ainda não há definição sobre a formação da chapa ligada ao senador Jaques Wagner (PT), indicando que as articulações políticas continuam em aberto.
A declaração foi dada durante entrevista à imprensa, na agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que participou da operação assistida do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), entre a Estação Feira de São Joaquim e a Parada Marisqueiras.
Chapa ainda sem definição
Lídice da Mata afirmou que o processo de construção da chapa segue em andamento e sem prazo fechado para decisão.
“Olha, essa coisa da formação da chapa, ela vai se formar, não tem tempo certo, não é o momento ainda de se, é, fechar a chapa. Está em construção a chapa, então, não vejo maior problema, o PSD pode continuar lutando, o PSD, o PSB, meu partido não reivindicou nada, apenas atendeu, está conversando com o senador Jaques Wagner por um convite feito.”
Bastidores da disputa pela suplência
A disputa pela suplência de Jaques Wagner envolve articulações entre partidos da base governista. Antes, o tema chegou a ficar em compasso de espera após movimentações políticas em torno do senador.
O PSD e o PSB chegaram a ser citados em negociações internas, com nomes sendo discutidos para a composição da suplência, em um cenário de articulação que envolve diferentes partidos aliados ao governo estadual.
As negociações vinham avançando em ritmo intenso antes da operação da Compliance Zero que atingiu o senador. A presidente do PSB na Bahia, Lídice da Mata, foi convidada pelo próprio Wagner para assumir a vaga e estava inclinada a aceitar a proposta. Paralelo a essa possibilidade, o PSD lançou o ex-vereador e ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, para a mesma vaga.
Ainda de acordo com essas fontes, antes da operação, Lídice tinha 95% de chances de ser a indicada e só uma tragédia a faria declinar do convite. Ainda segundo os interlocutores, o PSD seria contemplado com a segunda suplência, com Edvaldo Brito.
Anteriormente a tempestade causada pela investigação da Polícia Federal, Jaques Wagner foi questionado pelo BNews sobre o impasse, e desconversou. “Há a demanda do PSD, e há muita gente que acha que seria um reconhecimento ao fato de que Lídice foi tirada para dar a vaga para Coronel. Coronel saiu do grupo, tem um debate que está sendo feito internamente, eu vou conversando com o PSD e com o Lídice, vamos aguardar mais um pouquinho, não posso falar o último capítulo da novela", despistou.
Futuro incerto
A disputa para a primeira suplência de Jaques Wagner acontece porque são grandes as chances dele ser convidado pelo presidente Lula para assumir um ministério, em um eventual quarto mandato.
No Senado, o suplente assume temporariamente o cargo quando o titular vira ministro, governador, secretário estadual, secretário municipal de capital ou chefe de missão diplomática temporária. Isso também ocorre em licenças do titular do cargo para tratamento médico por mais de 120 dias.
O prazo para definição dos nomes ainda está em andamento. A base governista tem até o início das convenções partidárias para realização do registro oficial da candidatura na Justiça Eleitoral. O período acontece de 20 de julho a 5 de agosto. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto, com a campanha iniciando oficialmente a partir do dia seguinte.