Saúde

NADA DE EXTRAVIRGEM! Marcas famosas de azeite são reprovadas no Brasil; veja quais

Reprodução/Redes Sociais/pexels
Laudos identificaram que marcas de azeite vendidos no Brasil tinham classificação diferente da indicada nos rótulos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais/pexels
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 14/08/2026, às 17h07 - Atualizado às 17h08



Uma análise realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou diferenças entre a classificação indicada nos rótulos e as características de alguns azeites vendidos no mercado brasileiro como extravirgens.

Entre os rótulos analisados estão marcas conhecidas pelos consumidores, como Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour. Segundo os laudos, os produtos identificados como extravirgens apresentaram características compatíveis com a categoria de azeite virgem.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

Os resultados foram obtidos durante uma investigação determinada pela Justiça Federal em São Paulo, dentro de uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). O trabalho busca apurar possíveis irregularidades na comercialização de azeites e ampliar o controle sobre produtos importados e vendidos no país.

Qual a diferença?

A diferença está nos critérios utilizados para definir cada tipo de produto. Pelas regras do Ministério da Agricultura, o azeite extravirgem deve apresentar acidez livre de, no máximo, 0,8%, além de não possuir defeitos sensoriais perceptíveis.

Já o azeite virgem pode ter acidez livre de até 2% e apresentar pequenas alterações de sabor e aroma, dentro dos parâmetros previstos para essa classificação.

A análise também encontrou casos considerados mais graves. Os produtos das marcas Costa D’Oro e Terras de Camões foram classificados pelo laboratório oficial como azeites lampantes.

Essa categoria não é destinada ao consumo direto. O azeite lampante apresenta características que impedem sua comercialização como produto pronto para consumo e normalmente precisa passar por processos específicos antes de qualquer utilização alimentar.

Fiscalização

A análise foi realizada por determinação judicial em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal em São Paulo contra o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O processo investiga possíveis fraudes no mercado de azeites extravirgens comercializados no Brasil. Entre as medidas discutidas está o aumento da fiscalização sobre a importação de azeites a granel e sobre os produtos que chegam ao país já envasados.

A apuração considera justamente a necessidade de verificar se a classificação informada ao consumidor corresponde às características efetivamente apresentadas pelo produto.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)