Economia & Mercado

Gigante chinesa fecha concessionárias e retira carros elétricos de linha no Brasil

Reprodução/Redes sociais/Unsplash
Montadora chinesa reduziu rede física, tirou dois elétricos de passeio do catálogo e agora pretende concentrar operações em veículos comerciais e vendas online.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 11/08/2026, às 18h53 - Atualizado às 19h02



A JAC Motors reduziu drasticamente sua operação no Brasil 15 anos após iniciar as atividades no país. A montadora chinesa, que chegou ao mercado nacional com uma ampla rede de lojas e forte campanha publicitária, agora mantém apenas três pontos de venda físicos.

A retração também atingiu o catálogo de veículos. Segundo o portal Autoesporte, o SUV elétrico E-JS4 e o sedã elétrico E-J7 deixaram de ser oferecidos pela marca. A permanência do compacto E-JS1 também é considerada incerta.

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A rede de concessionárias foi reduzida principalmente em grandes centros. Com o fechamento da unidade de Brasília e a concentração das operações em São Paulo, a JAC mantém atualmente a matriz no bairro do Limão, na capital paulista, além de lojas em Curitiba e Porto Alegre.

Apesar da redução da estrutura comercial, a montadora afirma que continuará atuando no mercado brasileiro e não sairá definitivamente do Brasil. Para o pós-venda, a empresa informa contar com 142 oficinas credenciadas em diferentes regiões do país.

A estratégia da JAC agora prevê uma mudança no modelo de comercialização, com maior utilização das vendas online e à distância. A empresa também pretende reduzir a dependência do segmento de carros de passeio e concentrar seus investimentos em veículos comerciais leves.

O principal foco será a picape média Hunter, disponível no Brasil nas versões turbodiesel e totalmente elétrica.

A mudança marca uma nova fase para a JAC no país. A empresa chegou ao mercado brasileiro em 2010 com a promessa de ampliar a presença das fabricantes chinesas no setor automotivo. Quinze anos depois, a montadora reduziu sua estrutura física e passou a apostar em uma operação mais enxuta, com vendas digitais e foco em picapes e veículos comerciais.

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