Política

Lula anuncia revogação de visto de assessor de Trump

Lula condiciona a entrada do assessor de Trump à autorização do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nos Estados Unidos  |  Ricardo Stuckert / PR

Publicado em 13/03/2026, às 12h40 - Atualizado às 12h59   Ricardo Stuckert / PR   Yuri Pastori

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (13), durante inauguração do Hospital do Andaraí, no Rio de Janeiro, a revogação do visto do assessor do presidente norte-americano Donald Trump, Darren Beattie. O auxiliar de Trump só entrará no país, segundo Lula, quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos.

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"Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado", afirmou.

"Não, você sabe que bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de 10 anos, sabe? Então, Padilha, esteja certo que você está sendo protegido", acrescentou.

Em agosto do ano passado, os Estados Unidos anunciaram o cancelamento dos vistos da mulher e da filha, de 10 anos, de Alexandre de Padilha. No entanto, o visto do ministro já estava vencido. No mês seguinte, o ministro da Saúde afirmou ter recebido o documento para participar de reunião na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York.

Moraes volta atrás e nega visita de assessor de Trump

O ministro Alexandre de Moraes voltou atrás e negou a visita do assessor de Trump a Jair Bolsonaro na prisão. A visita havia sido solicitada pela defesa do ex-presidente. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) reforçou que não havia compromisso diplomático confirmado. Flávio sugeriu que o veto pode gerar tarifas ao Brasil.

A realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido", disse Moraes na nova decisão.

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