Política
Publicado em 24/05/2023, às 12h55 Marcelo Camargo / Agência Brasil Daniel Serrano
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se articulou para evitar derrotas em áreas consideradas prioritárias para o petista na Medida Provisória da reorganização da Esplanada dos Ministérios.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o governo Lula cedeu à pressão do centrão, especialmente da bancada ruralista, para que o ministério da Casa Civil, comandada por Rui Costa, não perdesse poderes. A pasta é responsável pela execução dos projetos mais importantes para o presidente.
A retirada de poderes do ex-governador da Bahia foi discutida por líderes do Congresso em meio a insatisfações com a maneira que Rui vem comandando a articulação política do governo. Ele vem adotando um perfil mais técnico à frente da pasta, ao invés de também negociar com parlamentares.
Por outro lado, o novo formato da Esplanada tira poderes do ministério do Meio Ambiente, comandado por Marina Silva. A pasta foi esvaziada após algumas atribuições serem transferidas para outros ministérios.
Não demorou muito para Marina começar a dar sinais ao Palácio do Planalto de que está insatisfeita com a perda de poderes. Em entrevista na última terça-feira (23), ela detonou as medidas. “Qualquer tentativa de desmontar o sistema ambiental brasileiro é um desserviço”, disse.
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