Política

Lula defende investigação contra Lulinha: “Quer fazer inquérito? Faça”

Lula destaca que apenas Lulinha sabe a verdade sobre as acusações e que ele deve responder por qualquer irregularidade.  |  Reprodução/ Youtube

Publicado em 14/08/2026, às 15h29 - Atualizado às 15h29   Reprodução/ Youtube   Redação Bnews

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que acredita na inocência do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. No entanto, o petista garantiu que não pretende interferir nas investigações que apuram suspeitas envolvendo o empresário.

Em entrevista aos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que orientou os advogados do filho a não pedir o arquivamento dos inquéritos.

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“Ele jura por tudo que é sagrado que não tem nada, e eu acredito nele. Mas eu já disse aos advogados: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho. Quer fazer inquérito? Faça. Eu quero que ele seja investigado, não tem problema nenhum”, declarou.

Lulinha é alvo de ao menos três investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelas suspeitas de tráfico de influência, corrupção e possível favorecimento em negócios com órgãos e empresas do governo federal.

De acordo com Lula, apenas o próprio filho sabe o que de fato ocorreu e, caso tenha cometido alguma irregularidade, deverá responder por isso.

“Só ele sabe a verdade. Só ele. Eu não sei a verdade. Ele sabe se ele fez ou não fez. Ele jura que não fez. Se não fez, então brigue. Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Agora, ele já foi acusado de muitas coisas. Toda eleição aparece o meu filho”, afirmou.

“É muito difícil um presidente dar parecer, muito delicado. Isso pode não ser bom para um presidente, chefe do país”, disse.

Investigações contra Lulinha

O primeiro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao Ministério da Saúde. O inquérito tenta esclarecer se Lulinha teria usado sua proximidade com o presidente para interceder em favor da liberação e comercialização de produtos de cannabis medicinal.

Outras duas investigações estão sob relatoria do ministro Flávio Dino. Uma delas apura possíveis negociações envolvendo órgãos e empresas públicas, entre elas a Dataprev, com suspeitas de tentativa de obtenção de contratos e uso do nome de Lula.

A terceira investigação busca esclarecer um suposto esquema de tráfico de influência e vazamento de informações em favor de uma empresa de tecnologia que possui contratos de R$ 81,1 milhões com o governo federal.

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