Política

Lula oficializa candidatura e patrimônio sofre queda milionária

Lula apresenta plano de governo de 84 páginas com foco em segurança pública e reforma política ao registrar candidatura.  |  Ricardo Stuckert/Presidência

Publicado em 08/08/2026, às 14h31 - Atualizado às 14h31   Ricardo Stuckert/Presidência   Daniel Serrano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, na noite de sexta-feira (7), o registro de sua candidatura à reeleição para a Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista disputará o pleito pelo número 13, novamente ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Com o registro, Lula declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 4,77 milhões, valor 35,68% menor do que os R$ 7,42 milhões informados por ele nas eleições de 2022.

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A maior parte dos bens do presidente está concentrada em aplicações de previdência privada. Ao todo, os dois planos de VGBL declarados por Lula somam aproximadamente R$ 3,3 milhões, sendo R$ 1,38 milhão no Bradesco e R$ 1,92 milhão na Brasilprev. A declaração também inclui imóveis, investimentos, veículo e participação empresarial.

O que Lula declarou ao TSE

Entre os bens apresentados à Justiça Eleitoral estão três terrenos localizados em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Juntos, eles foram avaliados em cerca de R$ 397,7 mil.

Lula também declarou uma casa em construção, avaliada em R$ 246,9 mil, e 50% de um apartamento no município, no valor de R$ 94,5 mil.

O patrimônio inclui ainda cerca de R$ 454 mil distribuídos entre conta corrente, CDBs, fundos de renda fixa, poupança e outras aplicações financeiras.

Na lista aparecem também um veículo Chevrolet, ano 2010/2011, avaliado em R$ 50 mil, e uma participação de R$ 49 mil na empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações.

Outro item declarado é um crédito de R$ 179,3 mil decorrente de um distrato relacionado à Bancoop.

A principal mudança em relação à declaração de 2022 está nos planos de VGBL. O montante declarado nessa modalidade caiu aproximadamente R$ 2,7 milhões em quatro anos.

Lula aparece de chapéu na foto da urna

Outro detalhe que chamou atenção no registro da candidatura foi a fotografia escolhida para a urna eletrônica. Lula aparece usando um chapéu, acessório que passou a ser frequente em aparições públicas do presidente.

Em julho, Lula explicou que o chapéu também vinha sendo usado para esconder um curativo na cabeça após sessões de radioterapia preventiva na região.

Apesar de o TSE estabelecer critérios para a fotografia utilizada na urna, como enquadramento frontal e de busto, o uso de acessórios não é automaticamente proibido, desde que não prejudique a identificação do candidato.

Plano de governo tem 84 páginas

Junto ao registro da candidatura, a coligação Brasil Pronto pra Mais entregou ao TSE o plano de governo para um eventual novo mandato. O documento possui 84 páginas e está dividido em 13 eixos temáticos.

A segurança pública aparece entre os principais assuntos. O programa retoma a proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional.

O texto também cita a Lei Antifacção e prevê o fortalecimento do combate ao crime organizado, às milícias, à corrupção e às redes criminosas.

Outro ponto abordado é uma possível reforma política e eleitoral. O programa critica o atual modelo de emendas parlamentares e defende mudanças na relação entre Executivo e Legislativo.

O documento ainda prevê propostas nas áreas de saúde e educação, além de apoiar o fim da escala de trabalho 6x1.

Chapa com Alckmin é repetida

O pedido de registro da chapa foi protocolado no TSE às 23h20 de sexta-feira (7). A coligação reúne sete partidos: PDT, PSB, a federação PT-PCdoB-PV e a federação PSOL-Rede. O protocolo ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

Lula e Alckmin tiveram os nomes oficializados durante a convenção nacional do PT, realizada no último domingo (2), em São Paulo. A dupla repete a parceria que venceu as eleições presidenciais de 2022.

Aos 80 anos, Lula tenta conquistar seu quarto mandato como presidente da República. O petista foi eleito pela primeira vez em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Palácio do Planalto após vencer a disputa de 2022.

Classificação Indicativa: Livre


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