Política

Lula participa de posse de Edinho como presidente do PT

Cerimônia aconteceu neste domingo (3) e reuniu milhares de lideranças do partido  |  Divulgação / PT

Publicado em 03/08/2025, às 12h34   Divulgação / PT   Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste domingo (3), da cerimônia de posse do ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho Silva como novo dirigente nacional da legenda do Partido dos Trabalhadores (PT).

Edinho foi o candidato apoiado por Lula nas eleições internas da legenda. O ex-prefeito integra o núcleo duro do mandatário. Ele já comandou campanhas presidenciais do petista, e também atuou como ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato de Dilma Rousseff e como tesoureiro do partido.

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Sua vitória refletiu um desejo do Planalto de alinhar ainda mais a atuação institucional do partido com a estratégia de governo, especialmente num momento em que Lula tenta reforçar a base no Congresso e ampliar o diálogo com movimentos sociais e setores organizados da sociedade.

Desde sexta-feira (1º), cerca de mil delegados de todos os estados, eleitos previamente nas instâncias estaduais do partido, participaram das discussões em torno do novo regimento interno e das diretrizes políticas da legenda.

Apesar de disputas internas e da tentativa de grupos menores de alterar o equilíbrio de forças, a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), à qual pertencem tanto Lula quanto Edinho, manteve o controle da maioria do Diretório Nacional.

A hegemonia da CNB, consolidada nas eleições internas, reduz as chances de mudanças profundas na linha política ou nas regras de funcionamento do partido.

Discurso inflamado

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter decretado o tarifaço contra os produtos brasileiros, a solenidade foi marcada por reações. Conforme publicou o jornal O Globo, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é investigado por articular sanções às autoridades brasileiras.

“Agora temos que lutar ainda pela soberania. Nunca achei que a gente fosse passar por isso. Ainda pela família de um ex-presidente que entrega nosso país ao estrangeiro. Uma gente traidora que nos vende, que tentou dar um golpe e agora quer um golpe continuado”, disse Gleisi.

O tom eleitoral também permeou a cerimônia. O senador Humberto Costa (PE), que presidiu a sigla interinamente nos últimos cinco meses, disse que Lula disputará as eleições mais difíceis de sua vida

“A extrema-direita continua viva e disposta a destruir os valores. A mentira e ódio tentam se impor. Temos pela frente eleições decisivas, as eleições das nossas vidas. Elas podem consolidar um projeto civilizatório. O PT precisa mais do que nunca ser um projeto enraizado na vida real das pessoas”, afirmou.

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