Política
Publicado em 16/09/2026, às 15h51 Ricardo Stuckert Héber Araújo
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reuniu com representantes de igrejas e pastores evangélicos. Durante o encontro, realizado na manhã desta quarta-feira (16), o petista afirmou que não usará a fé como palanque político e nem visitará templos religiosos para promover agenda eleitoral.
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“Eu me recuso. Toda vez que alguém pede para ir a uma igreja falar de política, eu não vou. Eu não vou, porque eu respeito muito a fé das pessoas. Não me convide para ir a uma assembleia fazer comício, que eu não vou. Não vou nem da católica, nem da evangélica. Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua. Mas na igreja eu não faço, em nenhuma igreja”, declarou.
O encontro foi articulado pela primeira-dama, Janja da Silva, e ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, que é evangélico, além do pastor e cantor gospel, Kleber Lucas. Essa reunião ocorre 18 dias antes do primeiro turno das eleições.
Ainda no encontro, Lula prometeu que pretende levar para a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) uma cobrança sobre a paz e ações concretas contra as guerras que ocorrem no mundo. O petista viajará para os Estados Unidos na próxima semana para participar da assembleia.
“Eu tenho uma causa. Que é brigar de forma desaforada para que a gente consiga acabar com a dificuldade no planeta Terra. Essa é a minha briga. E essa briga vai fazer parte do meu discurso na ONU”, disse.
A assembleia acontecerá na próxima terça-feira (22), por isso, o presidente já está desenvolvendo o discurso, visto que o chefe de estado brasileiro abre os discursos desde 1955, seguido dos EUA, país anfitrião. Assim, a possibilidade de Lula e de Donald Trump se encontrarem e conversarem é alta.