Política
Publicado em 02/08/2026, às 10h56 STF / Divulgação Davi Lemos
O Partido Novo ingressou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do próprio PT. A legenda alega que houve propaganda eleitoral antecipada durante a convenção estadual do partido, realizada no sábado (1º), em Salvador, e pede a retirada dos vídeos do evento das plataformas digitais.
A ação, distribuída ao ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, sustenta que Lula fez pedidos explícitos de voto em favor de aliados baianos durante um evento transmitido ao vivo, o que, segundo o Novo, descaracteriza o caráter intrapartidário da convenção.
Ao justificar a representação, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou: "Não há qualquer margem para dúvida, o presidente da República fez repetidos pedidos explícitos de voto, mesmo reconhecendo publicamente que ainda não poderia ser candidato. A legislação eleitoral é rigorosa demais, mas ela precisa valer para todos. Não faz sentido todos os outros candidatos se esforçarem para seguir a lei, enquanto o Lula faz o que bem entende como se fosse intocável. O Novo vai reagir sempre que houver tentativa de transformar a máquina e a visibilidade do poder em vantagem eleitoral indevida".
Durante o evento, Lula declarou: "Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança". Na ação, o Novo também cita uma condenação recente do presidente por propaganda eleitoral antecipada e solicita que o TSE reconheça a irregularidade, aplique a multa máxima prevista em lei e determine a remoção do conteúdo divulgado.
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