Política
Publicado em 22/10/2026, às 08h50 - Atualizado às 08h51 Divulgação/Assessoria Pablo Marçal Yuri Pastori
A Polícia Federal (PF) extraiu mensagens de 2024 e 2025 que revelam que o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a então superintendente de comunicação e marketing da instituição, Ana Matos, monitoravam a reputação do banco nas redes sociais e na imprensa com a intervenção direta de parceiros e influenciadores. As informações são da Folha de S. Paulo.
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Segundo a publicação, em abril de 2024, após a divulgação de uma reportagem sobre um evento em Londres patrocinado pelo Master com a presença de autoridades brasileiras, Vorcaro demonstrou confiança em sua relação com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O ex-banqueiro afirmou ter boa convivência com o parlamentar e não acreditar que ele citaria diretamente o banco ao compartilhar a notícia: "Eu me dou muito bem com ele [Nikolas]. Ele não citaria". Diálogos e apurações posteriores indicam que Nikolas chegou a pedir desculpas a Vorcaro, alegando que não postaria se soubesse do patrocínio do empresário. O parlamentar já havia feito viagens em aeronaves corporativas de Vorcaro.
Em 5 de abril de 2025, Vorcaro pediu que sua assessora interviesse "delicadamente" junto ao influenciador Pablo Marçal após ele postar um vídeo no qual questiona os seus seguidores sobre o balanço financeiro do Master. "Acabei de ver que Pablo Marçal postou coisa do banco. Vou precisar que você entre no circuito pra mim delicadamente", disse o ex-banqueiro a Ana Matos.
Em setembro do mesmo ano, o ex-banqueiro voltou a pedir que a equipe entrasse em contato com o influenciador para gerenciar suas interações nas redes sociais. "Fala com ele pra mim", pede à assessora. "Deus amado. Eu ligo pra ele", responde Matos.
Nikolas e Pablo Marçal são nomes importantes na campanha do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). A reportagem da Folha de S. Paulo tentou contato com as assessorias de imprensa do deputado, do influenciador, de Daniel Vorcaro e da campanha de Flávio Bolsonaro para questionar sobre o teor dos diálogos e eventos, mas não teve retorno até a publicação.
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