Política

Militares acusados de tramar morte de autoridades brasileiras usavam grupo "Copa 2022" para se comunicar

Leia algumas das conversas do grupo "Copa 2022", exatamente no dia em que supostamente planejavam matar o ministro Alexandre de Moraes  |  Divulgação Exército Brasileiro

Publicado em 19/11/2024, às 23h45   Divulgação Exército Brasileiro   Cadastrada por Letícia Rastelly

Os militares integrantes do Kids Pretos que atuaram, segundo a Polícia Federal, na tentativa de golpe de estado e até na arquitetura de um plano para matar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, se comunicavam a partir de grupo no WhatsApp, chamado “Copa 2022”. À época, realmente acontecia a Copa do Mundo de Futebol Masculino no Catar.

Ainda de acordo com as investigações da Operação Contragolpe da Polícia Federal, as mensagens do grupo “demonstram que os investigados estavam em campo, divididos em locais específicos para, possivelmente, executar ações com o objetivo de prender” Moraes.

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O militar que usava o codinome ‘Brasil’’, encaminha uma mensagem no dia 15 de dezembro de 2022, às 20h33, indicado sua localização: “Estacionamento em frente ao Gibão Carne de Sol. Estacionamento da troca da primeira vez”. Depois ele pergunta qual atitude deve ser tomada, ao qual um outro integrante do grupo, apontado pela PF como líder, diz para aguardar. No whats, ele aparece como “teixeiralafaiete230”.

Um dos presos nesta manhã, o tenente-coronel do Exército Brasileiro Rafael de Oliveira, que se apresenta como “Diogo Bast” diz: “estou na posição” às 20h47. Em seguida “Áustria” diz que está chegando e pergunta qual a posição de “Gana”, que não responde.

O plano é cancelado às 20h53, quando “teixeiralafaiete230” encaminha um print de uma notícia indicando que o STF havia adiado a votação do orçamento secreto. É nisso que Áustria questiona: “Tô perto da posição. Vai cancelar o jogo?”. O líder confirma: “Abortar… Áustria… volta para local de desembarque… estamos aqui ainda”. A PF acredita que “Gana”, estava próximo à residência funcional de Moraes.

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