Política

Ministério dos Esportes e parlamentares reagem a fala de presidente da Conmebol

O Ministério dos Esportes e parlamentares pediram repúdio às falas do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 18/03/2025, às 20h49   Reprodução/Redes Sociais   Davi Lemos

O Ministério dos Esportes e parlamentares reagiram à fala do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que afirmou que a Libertadores sem times brasileiros seria como "o Tarzan sem a Chita". A fala vem após o episódio de racismo ocorrido em competição patrocinada pela confederação, a Libertadores Sub-20, em que um jogador do Palmeiras, Luighi, foi atacado por torcedores do paraguaio Cerro Porteño.

O Ministério do Esporte publicou uma nota de repúdio contra as declarações de Domínguez. "As declarações ocorrem em contexto em que as autoridades da Conmebol têm reiteradamente falhado em adotar providências efetivas para prevenir e evitar a repetição de atos de racismo em partidas por ela organizadas, incluindo medidas para combater a impunidade e promover a responsabilização dos responsáveis", afirmou a pasta.

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Quem também se manifestou foi a deputada federal Érika Hilton (PSOL/SP) que solicitou ao Itamaraty declarar Domínguez "persona non grata" no país. "Em meio a um debate sobre racismo no futebol, ele comparou brasileiros com macacos", disse a deputada, segundo jornal Folha de São Paulo.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) requereu à Casa um voto de repúdio contra o presidente da Conmebol e à própria instituição; ele foi apoiado pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT/AP).

Em Salvador, o ex-vereador Luís Carlos Suíca (PT) também se manifestou: "Tinha que juntar todos os presidentes dos times brasileiros e ir lá na Conmebol fazer uma pressão para esse cara sair. Acho que todos os clubes deveriam se pronunciar. É triste ver que isso está se tornando ‘normal’ no futebol. Racismo é crime e devemos tratar como tal”, disso Suíca.

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