Política
Publicado em 01/05/2025, às 07h28 - Atualizado às 07h29 Marcelo Camargo / Agência Brasil Yuri Pastori
A primeira Reunião de Chanceleres do BRICS, depois da expansão do grupo, foi encerrada com a divulgação da Declaração da Presidência brasileira, texto de 62 parágrafos com os temas prioritários discutidos nas duas reuniões de Sherpas, ocorridas no mês de fevereiro e na última semana. O documento subsidiará a Declaração de Líderes, que será assinada na Cúpula dos dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro, com as autoridades máximas da diplomacia dos países do grupo.
"Debatemos o papel do Sul Global na promoção de um multilateralismo. Essa visão reflete a convicção de que os desafios globais da fome, da transição energética, da exclusão digital e da emergência climática não serão superados sem uma nova arquitetura de cooperação internacional centrada na solidariedade, no desenvolvimento e na paz", afirmou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Mauro Vieira, que coordenou os trabalhos.
Algumas partes do parágrafo 8 da Declaração tiveram a objeção da Etiópia e do Egito. Dentre os temas discutidos nas reuniões estão os relacionados às crises globais e regionais; a reforma das instituições internacionais para uma governança mais inclusiva e sustentável; e o papel do Sul Global no reforço do multilateralismo.
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