Política
Publicado em 30/07/2026, às 15h44 - Atualizado às 15h44 Valter Campanato/Agência Brasil Daniel Serrano
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, protagonizou uma fala com teor preconceituoso nesta quinta-feira (30), ao defender tratamento igualitário por parte da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) aos agentes econômicos interessados na compra de gás natural da União.
Em discurso durante o anúncio de novas regras para a comercialização do gás natural pertencente à União, Silveira afirmou que todos os agentes econômicos devem receber o mesmo tratamento nas negociações com a estatal.
"Os agentes econômicos, quando procuram um gestor, eles têm que ser tratados como um caminhão de japonês (sic). São todos iguais. Você não tem um agente de estimação. Pelo menos é o certo para quem está servindo ao país do lado de cá da mesa", declarou o ministro.
A fala ocorreu durante a apresentação de uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), divulgada pelo Ministério de Minas e Energia, que altera as regras para a comercialização do gás natural da União.
Entre as mudanças, a norma permite que a PPSA realize a venda direta do produto ao mercado livre por meio de leilões, ampliando os mecanismos de comercialização do insumo.
O novo modelo prevê a realização de leilões de curto prazo entre 2026 e 2030, além de leilões de longo prazo a partir de 2030.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a expectativa é de que o primeiro leilão sob as novas regras seja realizado ainda neste ano.
Vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a PPSA é responsável pela gestão dos contratos de partilha da produção do pré-sal e pela comercialização da parcela de petróleo e gás natural pertencente à União.
Durante o evento, Alexandre Silveira afirmou que a estatal deve atuar de forma isonômica nas negociações, sem privilegiar qualquer empresa interessada na compra do gás natural. Foi nesse contexto que o ministro utilizou a expressão que gerou críticas.
A resolução aprovada pelo CNPE também estabelece um novo cronograma para a venda do gás da União, com a expectativa de ampliar a participação do produto no mercado livre e incentivar a competitividade no setor energético brasileiro.
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