Política

Ministro de Lula detona tarifaço dos EUA e denuncia motivação política

Aumento das tarifas para 50% é vinculado a críticas ao tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.  |  Reprodução / Instagram - Ricardo Stuckert / PR

Publicado em 16/07/2026, às 17h40 - Atualizado às 17h40   Reprodução / Instagram - Ricardo Stuckert / PR   Daniel Serrano

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não poupou críticas à decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% a produtos brasileiros. Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (16) o chanceler disse que a medida tem "motivação política" e "não tem lastro com a realidade".

"As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para adoção de tarifas contra os produtos brasileiros. Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone nos níveis presidencial, ministerial e técnico com autoridades norte-americanas", disse Vieira.

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Ainda segundo Vieira, o governo brasileiro manteve diálogo com representantes do governo dos EUA — como o secretário de Estado, Marco Rubio, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer — para tentar evitar que a medida fosse adotada. 

"O Brasil está, portanto, negociando com os Estados Unidos desde antes o tarifaço original, anunciado em 2 de abril de 2025", prosseguiu.

O ministro das Relações Exteriores afirmou ainda que conversou com Greer no dia 2 de abril, quando a tarifa aplicada ao Brasil era de 10%.

Vieira ainda lembrou de uma carta publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando impor novas tarifas ao Brasil e determinando a abertura da investigação contra o país.

"Após a carta do presidente Trump ao presidente Lula, de 9 de julho de 2025, as tarifas foram elevadas a 50% por expressa motivação política, em tentativa de interferência no poder Judiciário brasileiro", argumentou.

À época, Trump disse que iria impor tarifas contra produtos brasileiros e vinculou a decisão a críticas ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Segundo o presidente dos EUA, Bolsonaro estaria sendo alvo de uma "caça às bruxas" e classificou o processo contra o ex-presidente brasileiro como uma "vergonha internacional".

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