Economia & Mercado

Governo Lula estima impacto bilionário após tarifaço dos EUA

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo brasileiro busca diversificar mercados para mitigar os efeitos da nova tarifa sobre as exportações para os EUA.  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 16/07/2026, às 18h56



O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, acredita que a nova tarifa de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros pode ter um impacto bilionário nas exportações do Brasil. A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), durante entrevista coletiva após reunião coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

De acordo com o ministro, a nova tarifa vai afetar cerca de 18% das exportações do Brasil para o mercado dos EUA. O percentual tem como base os dados consolidados de 2024, período anterior ao início da disputa comercial entre os dois países, e representa um impacto estimado de US$ 7,4 bilhões.

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"Queria destacar que nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os Estados Unidos atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões. Isso levando em conta o ano de 2024, antes, portanto, do início do tarifaço", afirmou.

Márcio Elias Rosa explicou que, se forem considerados os números de 2025, a participação dos setores atingidos nas exportações brasileiras cai para 15%, o equivalente a US$ 5,8 bilhões.

Por outro lado, 57% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos permanecerá livre de tarifas. Outros 24% dos produtos estarão sujeitos a tarifas que podem chegar a 50%, caso de itens como aço, alumínio e alguns produtos do setor automotivo.

O governo brasileiro vem analisando estratégias para reduzir os impactos da tarifa. Uma alternativa é acelerar a diversificação dos mercados internacionais para os exportadores brasileiros. 

Segundo o ministro, 74% das cerca de 2.400 empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos já iniciaram o processo de busca por novos compradores no exterior desde o ano passado. O movimento já provocou uma redução da participação norte-americana nas exportações brasileiras, que passou de 12,1% para 9,4%, segundo dados apresentados pelo ministro.

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