Política

Ministro do STF apoia legalidade de revistas íntimas em presídios e compara com procedimentos em aeroportos

Ministro André Mendonça do STF apoia revistas íntimas e comparou com situação em aeroporto  |  FOTO: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Publicado em 07/02/2025, às 00h19   FOTO: Rosinei Coutinho/SCO/STF   Natane Ramos

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, votou pela legalidade da revista íntima para visitantes de unidades prisionais, e comparou o procedimento com os realizados em aeroportos. Na quinta-feira (6), a Corte debateu o julgamento da ação e a importância da vistoria.

Mendonça declarou no plenário do Supremo que a revista não é degradante, e que só poderia ser considerada de tal forma em casos de abuso. Neste momento, o Ministro citou uma ocasião que vivenciou durante uma viagem à Europa, comparando às situações.

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"Fui sorteado para uma revista. Tive que tirar o sapato, autorizar o toque e fui revistado de cima a baixo. Não me senti em uma situação vexatória. Não compreendo por que esse procedimento seria aceito em um aeroporto e não em um estabelecimento prisional, onde as condições de segurança demandam, quiçá, ainda mais precauções?", pontuou.

Os ministros Alexandre de Moraes e Edson Fachin, relator da ação, apresentaram seus votos. No entanto, enquanto Moraes ficou com Mendonça, Fachin optou pela ilegalidade da ação.

A discussão será revisitada no Plenário na próxima quarta-feira (12), para que outros ministros possam votar sobre a temática, prevendo se a revista íntima, que inspeciona as cavidades dos visitante, como ânus e vagina, é válida.

Confira:

Classificação Indicativa: Livre


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