Política
Publicado em 09/12/2024, às 22h29 Reprodução / Instagram Davi Lemos
O Ministério Público Eleitoral (MPE) ingressou nesta segunda-feira (9) com ação de investigação judicial eleitoral (Aije) na qual pede a cassação dos registros de candidatura do prefeito e da vice-prefeito eleita de Simões Filho, Devaldo Soares de Souza (Del do Cristo Rei) e Simone Costa, e também a declaração de inelegibilidade de ambos e do atual prefeito Dinha Tolentino por abuso de poder econômico durante o pleito deste ano. A Justiça eleitoral já havia desaprovado as contas da campanha do prefeito eleito.
Dentre os fatos que provariam a acusação de abuso de poder econômico, o MPE indica que o prefeito nomeou 360 pessoas em 5 de julho de 2024, ou sejam um dia antes da data proibida pela legislação eleitoral. "Tais nomeações foram feitas às vésperas do início do período de campanha eleitoral, e em um contexto de déficit orçamentário do município, em que segundo o próprio Secretário da Fazenda menciona que a folha de pagamento está em crescimento vegetativo e extrapola o percentual permitido por lei", aponta a promotora Claudia Maria Santos de Freitas, do MPE da 33ª Zona Eleitoral de Simões Filho.
O MPE ainda apontou que ficou evidenciado "no curso do procedimento que alguns servidores da prefeitura estariam sendo coagidos a participar dos eventos políticos do candidato Del, sob pena de serem exonerados/demitidos de seus cargos. Esse procedimento teve início a partir de vídeo de fala em rádio proferido pelo Sr Diógenes [Dinha Tolentino], em que ele diz que 'quem estiver na administração tem que marchar nesse sentido. Caso contrário, pode pedir para sair e, se não pedir, será exonerado'".
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