Política

Mulher que doou R$ 500 mil à campanha de governador é investigada por suspeita de lavar dinheiro do PCC

Maribel Schmittz Golin é a responsável por uma doação avaliada em R$ 500 mil ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas  |  Marcello Casal Jr. l Agência Brasil

Publicado em 29/07/2025, às 20h28   Marcello Casal Jr. l Agência Brasil   Redação Bnews

Responsável por uma doação de R$ 500 mil à campanha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022, a pecuarista Maribel Schmittz Golin é investigada por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

A informação consta em relatório da Operação Mafiusi, deflagrada em dezembro de 2024 contra o tráfico de drogas internacional. No documento, Maribel aparece em quatro transferências com Willian Barile Agati, apontado como integrante da facção criminosa.

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De acordo com as transações, foram movimentados R$ 3,5 milhões, incluindo negócios imobiliários. Segundo a PF, a investigação revelou que Maribel é a responsável por controlar cerca de quatro empresas, as quais não possuem funcionários registrados. Os empreendimentos movimentaram mais de R$ 1,4 bilhão entre 2020 e 2022. 

É apura ainda supostas ligações da pecuarista com o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, por suspeitas de ocultar crimes de lavagem. 

Em nota à Folha de São Paulo, Maribel negou envolvimento com atividades criminosas. A assessoria de Tarcísio de Freitas cravou que o governador “ “não possui qualquer vínculo com a doadora citada, bem como conhecimento prévio sobre possíveis condutas que não dizem respeito à campanha”.

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