Política

"Não deixou pedra sobre pedra", diz Fux após o voto de Alexandre de Moraes

Luiz Fux expressa apoio ao relator após voto de Alexandre de Moraes durante julgamento que torna Bolsonaro réu por tentativa de golpe  |  Reprodução/STF

Publicado em 27/03/2025, às 09h37   Reprodução/STF   Redação Bnews

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, teceu elogios ao trabalho do relator Alexandre de Moraes no momento em que acompanhou o voto para tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados réus em um processo que busca apurar a tentativa de um golpe de Estado durante e depois das Eleições de 2022.

“Então, eu quero acompanhar o eminente relator, nos termos do seu voto, e, ao mesmo tempo, dizer que nós devemos ainda manter a grande, extraordinária, esperança de que o nosso país continuará a viver um Estado Democrático e Direito onde se garante justiça, segurança, verdade e liberdade”, disse o ministro.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

“E, com esse fundamento, senhor presidente, eu queria acompanhar integralmente o relator, parabenizando por essa, eu sei que esse momento não é de parabéns, mas, assim, uma referência ao seu trabalho que conseguiu fazer, digamos assim, abreviar a nossa tarefa. Porque muitos imaginavam ‘ah, todos vão pedir vista, a denúncia é muito grande’. O ministro Alexandre, vamos dizer assim, em uma linguagem coloquial, não deixou pedra sobre pedra”, completou.

Com o voto do ministro Fux, formou-se a maioria na Primeira Turma do STF, onde votaram acompanhando o relator os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, encerrando o julgamento com unanimidade.

Na sessão de terça-feira (25), porém, Fux havia divergido de Moraes ao acolher uma preliminar que solicitava a análise do julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em plenário.

“Essa matéria não é tão pacífica assim, foi mudada e remudada. No meu modo de ver, se fosse tão pacífica… depois da mudança do regimento, dias atrás, fui vencido. Ou estamos julgando pessoas que têm prerrogativa e o local correto seria o Plenário. O fato de que há inúmeras ações decorre exatamente de que o número de partes envolvidas é multitudinário”, disse o ministro ao votar.

Mesmo com a divergência, os ministros formaram maioria contra a preliminar e o julgamento se manteve na Primeira Turma do STF.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!

Classificação Indicativa: Livre


TagsJustiçastfjulgamentosegurançaSupremo Tribunal FederalLiberdadegolpe de estadopoliticaluiz fuxJair BolsonaroCármen LúciadivergênciamaioriapreliminarbnewsFlávio DinoAlexandre de Moraescristiano zanineleições de 2022Estado Democrático de Direitoprimeira turma do STFPrerrogativa

Leia também


Novo presidente da Comissão de Administração da Câmara, deputado baiano promete desengavetar projetos


Lula desembarca no Vietnã após visita ao Japão; saiba motivo