Política
Publicado em 05/07/2022, às 11h26 Wilson Dias/Agência Brasil Redação / BNews
O ex-governador João Doria (PSD) afirmou que “salvou vidas” durante a alta de números da Covid-19 em São Paulo. Na sua visão, o feito trouxe uma importância maior para a sua vida pública, após a desistência da pré-candidatura à Presidência e abandono da carreira pública. As afirmações foram feitas em entrevista no UOL TAB.
João Doria ainda criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) na pandemia, em especial ao defender a cloroquina e afirmar que a pandemia era uma "gripezinha". O ex-governador também foi firme ao dizer que o atual chefe do Executivo foi um “negacionista boicotador de vacina”.
"Fui o mais atacado nesse período, entre todos, e isso subtraiu muito da minha popularidade. Não salvei meu mandato, mas salvei vidas. [...] Diziam que quem usava máscara era fraco, que a pandemia era uma farsa”, disse João Doria.
O ex-governador ainda alertou que o país enfrenta o coronavírus e o “bolsonarovírus”. João Doria não escondeu na entrevista para a publicação que chegou a receber ameaças contra a sua família, por ter apoiado a vacinação em massa e o lockdown contra a Covid-19.
Ele recorda que as fake News também passaram a fazer parte da sua rotina, principalmente em grupos bolsonaristas do WhatsApp. Para João Doria, a responsabilidade pelo agravamento da situação da pandemia no país está com o “gabinete do ódio”.
“É um fenômeno que um presidente eleito pelo voto popular se torne o pior de toda a História. Conseguiu ser pior que os presidentes indicados pela ditadura militar”, destacou o ex-governador contra Bolsonaro.
Um absurdo a “PEC KAMICAZE" do Governo Federal. Um movimento populista que arma uma bomba fiscal, viola o teto de gastos e a lei de responsabilidade fiscal. Parece que o governo descobriu só agora, perto da eleição, que a população passa fome. Vergonha! pic.twitter.com/yHWWL6pxNU
— João Doria (@jdoriajr) July 2, 2022
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