Política

Parte do PDT avalia que candidatura de Ciro Gomes em 2026 como "inviável" e defende volta do partido para base Lula

Após a saída de Carlos Lupi, a bancada do PDT na Câmara decide romper com o governo Lula, mas uma ala do partido ainda o apoia.  |  Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Publicado em 12/05/2025, às 12h59 - Atualizado às 12h59   Ricardo Stuckert / Instituto Lula   Cadastrado por Daniel Serrano

Apesar do anúncio da bancada do PDT na Câmara dos Deputados de sair da base do governo, uma parte do partido garante que vai seguir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da Coluna do Estadão, no jornal Estado de São Paulo.

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De acordo com a publicação, alguns pedetistas dizem que defendem a manutenção da aliança do partido com Lula. O grupo defende ainda que não faz sentido politicamente se afastar do Palácio do Planalto e veem a eventual candidatura de Ciro Gomes na eleição presidencial do ano que vem como “inviável”.

Levando em conta esses argumentos, a bancada do PDT no Senado decidiu permanecer na base de Lula, criando um mal-estar no partido. O entendimento é de que a eleição do ano que vem seguirá polarizada entre o PT e o bolsonarismo, sem espaço para uma terceira via. Por conta do histórico do partido, a sigla dificilmente apoiaria o candidato da direita. Por isso, os senadores querem estar desde já no barco petista.

O governo Lula tentou segurar a bancada do PDT na base aliada da Câmara, o que acabou não acontecendo. No entanto, a “ala lulista” do partido acredita que os deputados da legenda fizeram apenas “charme” e não ficarão contra o governo em votações na Câmara.

A bancada do PDT na Câmara deixou a base do governo Lula depois da demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência, que não aguentou a pressão causada pelo escândalo dos descontos irregulares de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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