Política
Publicado em 14/03/2025, às 16h38 Ricardo Stuckert / PR / Arquivo Redação Bnews
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou os pedidos de investigação feitos por parlamentares de oposição contra a primeira-dama Rosângela da Silva, Janja. O procurador considerou não haver "elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade de ilícito cível ou penal" que justificasse a ação do Ministério Público.
Gonet diz que atuação de Janja encontra precedentes na história da República e citou a primeira-dama Darcy Vargas. "É inegável, além disso, a consolidação da tradição no Brasil e em outros tantos países do papel social desempenhado pelas suas assim chamadas primeiras-damas. Entre nós, lembre-se, a mero título exemplificativo, de Darcy Vargas, mulher do Presidente Getúlio Vargas, a quem se liga a criação e a direção da Legião Brasileira de Assistência (LBA), de fins assistenciais", afirma ele.
Gonet ainda disse que a participação de Janja em eventos oficiais "não caracteriza indevida ingerência na administração do Executivo, nem tampouco, decerto, na soberania do país". O procurador-geral da República disse que, no Brasil, o presidente da República pode confiar ao cônjuge atos protocolares, desde que proporcionem "melhores resultados diplomáticos".
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