Política

PF diz que servidora tinha aval de Hugo Motta para atuar em emendas de Eduardo Cunha

Flávio Dino recebeu um relatório que sugere que Fialek agia sob ordens diretas de Motta na Câmara dos Deputados  |  Marina Ramos/Câmara dos Deputados | Reprodução

Publicado em 13/07/2026, às 06h29   Marina Ramos/Câmara dos Deputados | Reprodução   Yuri Pastori

A indicação de emendas parlamentares pelo ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos) chamou a atenção por ele não ocupar mandato parlamentar. Segundo a Polícia Federal (PF), a servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek, tinha o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta, para atuar na indicação dessas emendas.

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A informação consta na representação enviada pela corporação ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Motta ainda não se manifestou sobre o assunto. No último sábado (11), o presidente da Casa Legislativa disse que a decisão de Dino que bloqueou bens do chefe do PL, Valdemar Costa Neto, na mesma investigação, era uma tentativa de “criminalizar a política”.

O ministro Flávio Dino cita o documento da corporação. O relatório aponta a existência de indícios de que Fialek, conhecida como Tuca, atuava sob as ordens do presidente da Câmara. O magistrado determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens do líder partidário. 

Segundo a PF, conversas encontradas no celular da servidora apreendido em dezembro de 2025, durante a Operação Transparência, mostram a existência de um “arranjo decisório paralelo” na Câmara. Servidores teriam organizado e enviado indicações atribuídas a Valdemar, enquanto deputados federais eram registrados como solicitantes dos recursos.

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