Política

PF encontra contrato do Caso Banco Master assinado por Vorcaro quando já estava preso

A PF destaca a importância da análise do celular de Thiago Miranda para elucidar detalhes do documentário e possíveis irregularidades.  |  Divulgação

Publicado em 12/07/2026, às 11h25 - Atualizado às 11h26   Divulgação   Daniel Serrano

A Polícia Federal (PF) encontrou, durante buscas realizadas na casa do publicitário Thiago Miranda na última quinta-feira (9), uma minuta de contrato que previa a produção de um documentário intitulado "Caso Banco Master", com participação do empresário Daniel Vorcaro. O documento passou a integrar as investigações conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF) e levantou questionamentos sobre as circunstâncias em que foi firmado.

De acordo com informações enviadas pela PF ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, a minuta indica que o contrato teria sido assinado em 31 de março deste ano, quando Daniel Vorcaro já estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

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Na decisão em que determinou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, Mendonça destacou que a descoberta do documento exige uma apuração mais aprofundada.

“Se destaca a descoberta de uma minuta de contrato supostamente celebrado entre Thiago Miranda e Daniel Vorcaro, no dia 31 de março do corrente ano, quando este último já se encontrava preso”, escreveu Mendonça na decisão. 

Ainda segundo a Polícia Federal, o contrato previa a produção, no prazo de seis meses, de um documentário ou série documental sobre fatos, personagens e acontecimentos relacionados ao Caso Banco Master.

Conforme a investigação, Thiago Miranda e Daniel Vorcaro se comprometeriam a colaborar diretamente com a produção, fornecendo documentos, concedendo entrevistas exclusivas e compartilhando informações para a elaboração da obra.

No relatório enviado ao STF, a Polícia Federal afirma que a análise do telefone celular apreendido com Thiago Miranda será fundamental para esclarecer detalhes sobre a produção do documentário e também outras linhas investigativas.

De acordo com a PF, os dados armazenados no aparelho poderão ajudar a identificar a eventual existência de vantagens indevidas, como pagamento de despesas no exterior, movimentações bancárias, entrega de dinheiro em espécie ou outros benefícios relacionados aos investigados.

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