Política
Publicado em 29/10/2026, às 07h57 Divulgação Yuri Pastori
A Polícia Federal (PF) indiciou 15 pessoas, incluindo controladores, diretores e advogados, por causa da fraude bilionária que envolve negócios de R$ 12,2 bilhões em créditos fictícios entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
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Entre os investigados estão Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master e apontado como líder do esquema, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, considerado o principal articulador institucional para garantir as operações no banco público.
Segundo as investigações da Operação Compliance Zero, as transações ocorreram entre dezembro de 2024 e abril de 2025. As carteiras de crédito deveriam, inicialmente, ser constituídas pela modalidade Credcesta do próprio Master. No entanto, o banco passou a apresentar versões divergentes.
A origem dos recursos bilionários é atribuída a associações baianas e, posteriormente, à Tirreno Consultoria, empresa que, de acordo com a perícia, não possuía capacidade financeira ou técnica para essas operações.
A Polícia Federal dividiu o esquema criminoso em núcleos funcionais que abrangem a liderança e alta gestão do Banco Master, operadores de empresas de fachada, além da cúpula, diretoria executiva e membros da Diretoria Colegiada (Dicol) do BRB.
Os indiciamentos incluem crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN), como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, falsidade, prestação de informação falsa e organização criminosa.
De acordo com o relatório policial, a responsabilização dos dirigentes do BRB é decorrente da aprovação sistemática de operações de alta materialidade antes da conclusão de pareceres de controle. As operações foram mantidas em alçadas inadequadas e renovadas apesar de alertas de risco.
A defesa de Daniel Vorcaro classificou o indiciamento como infundado. Os advogados do banqueiro alegaram a ausência de prova técnica de fraude ou prejuízo, e solicitaram o arquivamento do inquérito, além da revogação da prisão preventiva do banqueiro.
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