Política
Publicado em 12/07/2026, às 10h36 - Atualizado às 10h36 Reprodução Redes Sociais Daniel Serrano
A Polícia Federal (PF) apresentou três fatores para embasar o pedido de apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, investigado por sua ligação com o empresário Daniel Vorcaro. As medidas cautelares foram enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou a suspensão do documento no sistema de controle migratório para impedir uma eventual saída do país.
De acordo com a PF, um dos principais elementos considerados foi a troca frequente de números de telefone por parte de Thiago Miranda após a divulgação das investigações envolvendo o Banco Master e sua relação com Daniel Vorcaro.
"Foram encontrados diversos registros de números de telefone supostamente utilizados por Thiago, em situação apta a demonstrar, no entender da autoridade policial, que o investigado passou a promover mudanças constantes de números telefônicos após a publicidade da investigação em desfavor do Banco Master e de seu relacionamento com Daniel Vorcaro", diz a PF.
Outro ponto destacado pelos investigadores foi o encerramento das atividades da Miranda Comunicação, conhecida como Agência MiThi, em um dos endereços ligados ao publicitário. Para a PF, a medida reforça uma suposta estratégia de "furtividade e capacidade de atuação célere e adaptativa".
Além disso, a Polícia apontou um "sério risco de evasão do território nacional" após tomar conhecimento de que Thiago Miranda teria uma viagem programada para Miami, nos Estados Unidos, na segunda-feira (13).
A operação da Polícia Federal foi deflagrada na tarde da última quinta-feira (9), em um horário considerado incomum. A decisão foi tomada após a identificação de uma "permanência inesperada em Brasília". Conforme as investigações, Miranda havia solicitado o reembolso de uma passagem aérea para o Rio de Janeiro prevista para o dia 8, véspera da operação.
No momento em que os agentes chegaram para cumprir os mandados, o publicitário desligou rapidamente o telefone celular, o que, segundo a autoridade policial, dificultou o acesso a possíveis informações relevantes armazenadas no aparelho.
Em nota enviada no sábado (11), a defesa de Thiago Miranda afirmou que o publicitário sempre colaborou com as investigações e rejeitou qualquer prática ilícita.
"Desde o início das investigações, o Sr. Thiago Miranda adotou postura estritamente colaborativa, pautada pela boa-fé e pela mais absoluta lealdade processual, comparecendo espontaneamente a todos os atos para os quais foi convocado e prestando os esclarecimentos que lhe foram solicitados", informou a defesa.
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