Política
Publicado em 22/08/2025, às 08h23 Reprodução/TV Globo Rebeca Santos
A Polícia Federal viu indícios de lavagem de dinheiro em contas bancárias do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após analisar suas contas bancárias, com autorização da Justiça, a PF encontrou movimentações estranhas.
Um relatório do Coaf mostrou que, entre março de 2023 e fevereiro de 2024, Bolsonaro recebeu R$ 30 milhões, sendo R$ 19 milhões por 1,2 milhão de transações via Pix. No mesmo período, ele gastou R$ 30 milhões.
Entre dezembro de 2024 e junho de 2025, Bolsonaro fez várias transferências para seu filho, Eduardo Bolsonaro, e para sua esposa, Michelle Bolsonaro.
A PF acredita que o dinheiro enviado a Eduardo foi usado para apoiar ações contra o governo brasileiro nos Estados Unidos. Já as transferências para Michelle teriam sido feitas para evitar o bloqueio de contas.
A investigação revelou que Bolsonaro fez seis transferências para Eduardo que não foram mencionadas em seus depoimentos à PF. Em junho de 2025, um dia antes de depor, ele transferiu R$ 2 milhões para Michelle.
Para os investigadores, “o conjunto de elementos probatórios arrecadados indica, portanto, que o ex-presidente atuou deliberadamente, de forma livre e consciente, desde o início de 2025 e com maior ênfase, nos meses de maio, junho e julho de 2025 – quando se acentuaram as ações de Eduardo Bolsonaro no exterior – com a finalidade de se desfazer dos recursos financeiros que tinha em sua posse imediata, bem como evitar possíveis medidas judiciais que limitassem e/ou impedissem de consumar o intento criminoso de apoiar financeiramente as ações do parlamentar licenciado no exterior.”
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