Política

PL pede quebra de sigilo bancário de ex-chefe de gabinete de Lula ao STF

PL solicita investigação, busca e apreensão contra Marcola e quer apurar pagamentos feitos por empresária ligada às investigações do INSS  |  Lula e Marcola - Ricardo Stuckert/PR

Publicado em 07/08/2026, às 07h42 - Atualizado às 08h28   Lula e Marcola - Ricardo Stuckert/PR   Eduardo Costa

O Partido Liberal (PL) protocolou na quinta-feira (6) um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para que seja quebrado o sigilo bancário do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

O documento foi enviado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente. Ele também pede que seja autorizada o início de uma investigação e a deflagração de busca e apreensão contra Marcola para resguardar provas.

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Segundo informações da CNN Brasil, o PL pede que seja investigado os pagamentos que Marcola recebeu da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

De acordo com a reportagem, o documento tem sete páginas e é assinado pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, coordenadora-jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro.

Na maior parte do documento, ela deixa claro que "o que se pretende é a apuração da origem do vazamento, da cadeia de custódia do material divulgado, dos agentes que tiveram acesso aos elementos sigilosos e da eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo para fins de proteção política do Presidente da República em pleno período pré-campanha eleitoral".

Ainda segundo ela, "o vazamento direcionado de peças informativas contidas em investigação policial que tramita sob sigilo pode caracterizar, ao menos em tese, o delito de violação de sigilo funcional (art. 325 do Código Penal)" e se confirmado que tais vazamentos visavam impedir a real apuração dos fatos, pode restar configurado o crime de embaraço à investigação criminal de organização criminosa (art. 2º, §1º, da Lei nº 12.850/13)".

A advogada também chegou a dizer que acredita que  "o vazamento teve por fim proteger o Presidente da República da repercussão negativa do fato com antecedência, o que apenas agrava o potencial de dano reputacional e processual ao sistema de justiça".

Luchsinger era empresária de Antonio Camilo, o Careca do INSS, e custeou despesas pessoais de Marcola. Ele atuou no gabinete de Lula durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano. A princípio, foi informado que ele iria atuar na campanha à reeleição do petista, no entanto, segundo a CNN, o real motivo foi a descoberta desses pagamentos. Ele admitiu em nota que recebeu R$ 249 mil de Roberta, mas disse que já foi quitado e não há irregularidades.

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TagsLulastfPLmarcolaflávio bolsonaroRogério Marinhoex-chefe de gabinete

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