Política

Possível contrato milionário da mulher de Alexandre de Moraes previa atuação em órgão federal, diz colunista

O contrato do escritório de Viviane com o Banco Master, previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais  |  Isac Nóbrega/PR

Publicado em 13/01/2026, às 09h01   Isac Nóbrega/PR   Rebeca Santos

A advogada Viviane Barci de Moraes, que é esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF), teria assinado um contrato milionário com o Banco Master. No contrato, estava previsto que ela trabalharia em quatro órgãos do governo federal.

Porém, não há registro de que ela tenha atuado em pelo menos três desses órgãos: o Banco Central, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e, agora, também a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

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Segundo informações da colunista Malu Gaspar, a informação sobre a PGFN veio por meio da Lei de Acesso à Informação.

O órgão respondeu ao O Globo que “não foi identificado registro de ingresso” da advogada em suas instalações em Brasília entre janeiro de 2024 (data em que o contrato com o Banco Master começou) e dezembro de 2025.

“As Procuradorias Regionais da Fazenda Nacional também foram consultadas e informaram que, após consulta às suas unidades regionais, inclusive seccionais e escritórios de representações, não foi detectada nenhuma reunião, audiência e ou entrada física da Sra. Viviane Barci de Moraes, no período de 16 de janeiro de 2024 até a presente data”.

A PGFN é um órgão ligado à Advocacia-Geral da União (AGU) e cuida da defesa da União em questões fiscais, cobrança de dívidas tributárias e não tributárias, além de dar consultoria ao Ministério da Fazenda.

O contrato do escritório de Viviane com o Banco Master, previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais.

 Uma das cláusulas dizia que ela deveria organizar “cinco núcleos de atuação” perante o Judiciário, o Legislativo e esses quatro órgãos do Executivo: Banco Central, PGFN, Cade e Receita Federal.

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