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Caso Master: Conselho Administrativo se posiciona sobre contrato milionário da mulher de Alexandre de Moraes

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Acordo entre banco Master e mulher do ministro Alexandre de Moraes planejava parceria milionária  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 15/12/2025, às 08h37 - Atualizado às 08h38



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se posicionou sobre o contrato milionário envolvendo o banco Master, de Daniel Vorcaro, e a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

De acordo com a colunista, Malu Gaspar, do jornal O Globo, as negociações planejavam a organização de “cinco núcleos de atuação” em relação ao Judiciário, Legislativo e órgãos do Executivo. O contrato com Viviane previa uma remuneração mensal de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos. 

A compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), anunciada em março, dependia do aval do Banco Central (BC) e do Cade, órgão responsável por zelar pela concorrência no país. Embora o BC tenha barrado a operação após identificar fraudes na venda de créditos do Master ao BRB, o Cade aprovou o negócio sem impor restrições, em junho.

A assessoria do Cade afirmou que nem Viviane nem representantes do escritório Barci de Moraes tiveram reuniões no órgão para tratar da negociação ou de outros assuntos ligados ao banco desde janeiro de 2024, início do contrato do escritório com Daniel Vorcaro. A instituição, inclusive, não aparece no processo no Cade, onde a defesa do Master ficou a cargo do escritório Pinheiro Neto.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a tentativa de aquisição tinha como objetivo evitar a quebra do Master, cuja operação, de acordo com a investigação, era sustentada por fraudes contábeis para inflar ativos e enganar investidores. Ainda, afirma que o BRB tinha conhecimento das irregularidades, que envolveriam a venda de créditos inexistentes, somando R$ 12,2 bilhões apenas em 2025, e que a operação buscava também ocultar crimes contra o sistema financeiro e o patrimônio público do Distrito Federal.

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